A CONSTRUÇÃO DA SEDE DA ROSELÂNDIA E DO ROSEIRAL
A CONSTRUÇÃO DA SEDE E DO ROSEIRAL
Olá a todos, ja faz um bom tempo que não posto nada, e para aqueles que vinham acompanhando esta história, minhas desculpas. Para aqueles que estão chegando, me apresento, meu nome é Breno Boettcher dos Passos sou neto de Hans Willy Oscar Boettcher imigrante alemão que escolheu esta terra como sua, e fundador de uma das mais importantes empresas no cultivo de rosas até 2015, quando fechou suas portas, neste período, de 1928-2015, introduziu, aclimatou, testou rosas de famosos roseiristas europeus e americanos, criou e desenvolveu, dentre elas, as brasileiras desenvolvidas na própria Roselândia, que brilharam com suas cores, beleza e perfume por décadas nos jardins de nosso Brasil.
Bom, após essas breves desculpas e apresentações, vamos retomar nossa linha do tempo que se iniciou com a vinda dos dois irmãos imigrantes, Hans e Kurt ao Brasil desembarcando no porto de Santos, estabelecendo moradia em um pequeno sítio no Jabaquara em SP, iniciando o cultivo com dálias, a famosa flor da época, após algum tempo, por falta de espaço para cultivo, adquiriram um quinhão de terras em Cotia-SP, ampliando a produção e adquirindo novos lotes, além de melhorar as estruturas com a construção de viveiros e estufa para cultivarem outras plantas e frutíferas, e de rosas que a esta altura passaram a ser o carro chefe da empresa.
Já era o ano de 1952, os campos de produção e viveiros em pleno funcionamento, o próximo projeto, a esta altura, da família Boettcher, a construção da sede da Roselândia e seu prédio icônico estilo alpino germânico e o roseiral, o que viria a ser o ponto turísco mais visitado em toda a Grande São Paulo pelas décadas que viriam a frente.
O trabalho inicial, é possivel observar nas fotos acima, diretamente do álbum da família Boettcher, limpeza do terreno, a fixação dos primeiros marcos e terra planagem, é o start na obra que estaria por vir.
A limpeza inicial, com mais detalhes, o primeiro instante do inicio da obra.
Iniciada a construção, a colocação dos primeiros tijolos, dando a forma para as primeiras paredes do prédio de formato característico e impressionante para época e na região, ao topo da rampa, Hans Boettcher e equipe de construção.
Em meio a construção, os trabalhos em campo não poderiam parar, o gerenciamento no campo de cultivo, plantar novas mudas, limpeza do mato e fundamentalmente atender os pedidos de clientes da época, que já eram enviados por trem a clientes e distribuidores, para revenda nos principais pontos comerciais de Sâo Paulo e outros estados, ao fundo da imagem, uma visão dos fundo do prédio sede da Roselandia em construção e campo de cultivo com trabalhadores.
Abaixo ao canto, uma parte do prédio, o que sugere estar próximo ao término da obra, com os irmão Boettcher em uma pequena pausa para foto, Kurt sentado e Hans.
Já próximo a conclusão da construção, a terraplanagem para o paisagismo do roseiral segue em andamento paralelo a obra, para que, com a conclusão da obra e inauguração do prédio, e primeira festa da rosa.
Muito trabalho de terraplanagem para consertar, um terreno irregular, dando uma extrutura plana e para facilitar a visitação do público no que virá a ser o maior roseiral de visitação do Brasil, mais de 40.000m² de jardins de rosas, para os amantes dessa rainha das flores se deliciarem no perfume das variedades mais importantes e já produzidas, híbridas de chá perfumadas que nem mesmo nos tempos atuais é possível encontrar variedades tão perfumadas como da época, apesar de intensas pesquisas que sempre predominam em destacar resistência a doenças e novas cores, o perfume das rosas de hoje, na maioria das variedades atuais não se equiparam ao das rosas antigas, quem lembra da rosa do jardim da sua vó e do perfume dela? é exatamente isso que estou falando. Na foto acima, meu tio Arno Boettcher ainda criança, filho de Hans e funcionários.
O fim estava próximo, o prédio ao fundo com a obra praticamente levantada e concluída, últimos preparativos no acerto do terreno para compôr o projeto paisagístico do roseiral, e melhorias da estrada para acesso, que na época era uma pequena viela que cortava a propriedade como caminho de ligação entre os municípios de Cotia e Itapevi, que por muitos anos ficou conhecida como Estrada da Roselândia, hoje atualmente conhecida oficialmente como Rodovia Coronel PM Nelson Tranchesi, SP-029.
Aqui, acima, vemos a estrada alargada, e espaço de estacionamento para clientes e visitantes, ao fundo o prédio concluído, na foto abaixo podemos observar um campo de produção de rosas em ampla floração com o prédio ao fundo quase concluído.
E quanto ao roseiral??? nos veremos na primeira Festa da Rosa.
Abraço.
Breno Boettcher dos Passos.
Fonte: Acervo Família Boettcher.
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